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Crise afetou setor cultural já em 2011, indicam dados da Rouanet

· Cultura,Leis de incentivo,Notícias

Quem olha a variação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro dos últimos anos nota que o país teve um salto em 2010, perdeu força em 2011, teve um respiro entre meados de 2012 e o início de 2014 e caiu dali em diante.

Na cultura, o recuo foi contínuo, sem o respiro entre 2012 e 2013, sugerem os dados do Ministério da Cultura sobre captação de recursos por meio da Lei Rouanet, principal mecanismo de financiamento do setor no país. A trajetória de queda por cinco anos seguidos não aparece nas tabelas do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic Net), que mostram os valores nominais de cada período. Mas fica clara quando as cifras são corrigidas pela inflação.

Ajustados para preços de dezembro de 2015 segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, usado pelo Banco Central para balizar as metas de inflação), os números mostram, inicialmente, duas ondas de alta nos aportes para projetos aprovados pela Rouanet: uma com pico em 1997 e outra 2001. Depois, há retração por dois anos e o início de um ciclo de avanços que levaria os investimentos acima do patamar de R$ 1 bilhão, com refluxo nos anos de recessão global (2008 e 2009) até o recorde de 2010. Naquele ano, as empresas financiaram R$ 2,06 bilhões por meio do mecanismo de financiamento (sempre em valores de dezembro de 2015).

Desde então, houve uma queda ininterrupta, com tombo de quase 20% entre 2014 e 2015. No acumulado, o recuo dos últimos cinco anos é de 40%. Foi a primeira vez, desde o início da lei, que os valores caíram por período tão longo.

Gráfico mostra investimento via Lei Rouanet (em milhões de reais, valores de dez de 2015)
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