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Entre as capitais mais populosas do Brasil, Salvador é onde se lê mais livros

A constatação vem da pesquisa JLeiva Cultura nas Capitais, o maior levantamento sobre hábitos culturais feito no país

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Salvador é a primeira entre 12 capitais brasileiras em relação ao número de leitores de livros. A constatação vem da pesquisa Cultura nas Capitais, da JLeiva Cultura & Esporte. A pesquisa apresenta um detalhamento inédito sobre a relação da população de 12 capitais brasileiras – Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e São Paulo – com a cultura em sua cidade, um universo de mais de 33 milhões de brasileiros (considerando apenas indivíduos com 12 anos ou mais), segundo o IBGE.

Cultura nas Capitais é uma realização da JLeiva Cultura & Esporte, responsável pela concepção do estudo e análise dos dados; com participação do Datafolha, que esteve a cargo da montagem da amostra, levantamento de campo, processamento das informações e de análise dos dados. A apuração abordou, entre 14 de junho e 27 de julho de 2017, 607 moradores locais sobre as práticas culturais que tiveram ao longo dos 12 meses anteriores.

 

O levantamento mostra que 72% dos soteropolitanos leram ao menos um livro ao longo do período analisado. O índice é quatro pontos acima da média geral (68%). Também se destacaram neste quesito: Belo Horizonte (70%), Rio de Janeiro e Porto Alegre (ambos com 69%) e Brasília (68%).

 

Apesar do destaque na literatura, a capital baiana teve percentual abaixo da média em dez dos 12 quesitos analisados. É, por exemplo, a que menos frequenta bibliotecas entre as cidades pesquisadas, apesar do alto índice de leitores. Também ocupa a última colocação em atividades como ida a museus (19%) e festas populares (36%); e a segunda pior marca de frequência em concertos (8%) e circos (16%).

Espaços mais frequentados

Outro tópico abordado pelo estudo foram os espaços culturais mais frequentados. O Teatro Castro Alves é o ponto mais citado (96%) e frequentado (66%). Os soteropolitanos também disseram ir à Biblioteca Pública do Estado da Bahia (39%), à Senzala do Barro Preto (28%), ao Museu de Arte Moderna (28%), ao Museu de Arte da Bahia (25%), ao Espaço Caixa Cultural Salvador (15%) e ao Centro Cultural Plataforma (12%).

Livro e plataforma digital interativa

Os dados detalhados e as principais conclusões da pesquisa estão compilados na publicação Cultura nas Capitais: como 33 milhões de brasileiros consomem diversão e arte, lançado nesta terça-feira (24). O livro contém 180 infográficos e análises assinadas por especialistas de 15 temas abrangidos pelo estudo: Tempo livre, Acesso e Prática, Educação, Renda, Gênero, Idade, Religião, Cor da Pele, Cultura e Tecnologia, Música, Artes Visuais, Artes Cênicas, Audiovisual, Políticas Públicas e Cidades.

Todas essas informações estão também disponíveis para acesso público e gratuito no site: http://www.culturanascapitais.com.br. A plataforma interativa permitirá ainda o cruzamento livre de dados compilados, servindo como importante ferramenta de análise para o usuário.

Seminários em sete capitais

O projeto contempla ainda seminários em sete das capitais analisadas pela pesquisa. O primeiro foi realizado em 24 de julho, na Pinacoteca, em São Paulo. Houve ainda apresentações do estudo no Rio de Janeiro, em Brasília, em Belém e em Manaus.

O próximo evento acontece justamente em Salvador, nesta quarta-feira (22), no Teatro Gregório de Mattos. Já em 29 deste mês, a pesquisa será levada para Curitiba (Espaço Cultural Capela Santa Maria).

Cultura nas Capitais é uma realização da JLeiva Cultura & Esporte, do Ministério da Cultura, do Governo Federal e do Governo do Estado de São Paulo, com patrocínios do Instituto CCR e da Braskem e apoio da ProAc ICMS do Estado de São Paulo, da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e da Fundação Roberto Marinho.

Metodologia

A pesquisa da JLeiva Cultura & Esporte ouviu 10.630 pessoas com idade a partir de 12 anos, entre os dias 14 de junho e 27 de julho de 2017. As pessoas foram abordadas pessoalmente em pontos de fluxo. O questionário, com 55 perguntas, traçou um panorama dos hábitos culturais dos moradores de 12 capitais brasileiras, apontando as atividades mais e menos praticadas.

O estudo procura entender como algumas variáveis demográficas, sociais, econômicas e comportamentais (sexo, idade, escolaridade, renda, estado conjugal, presença de filhos, cor e religião) influenciam a vida cultural da população, aproximando ou afastando os moradores do cinema, do teatro, do circo, de shows de música e de outras atividades culturais. A pesquisa também explora a forma pela qual o brasileiro se relaciona com o audiovisual, as artes cênicas, as artes visuais e a música. Além de perguntas sobre as motivações e barreiras que aproximam e afastam as pessoas de algumas atividades, o estudo também traz questões que avaliam o impacto das novas tecnologias e a forma pela qual a população escolhe as suas atividades culturais.

 

Para melhor interpretar os resultados, a JLeiva Cultura & Esporte analisou as respostas utilizando um modelo de regressão – equações que estimam as relações entre as variáveis de uma pesquisa. O objetivo foi compreender com mais precisão o impacto de cada característica dos respondentes (como sexo, idade e religião) na frequência às atividades culturais. Com essa metodologia, conseguiu-se uma abordagem inédita sobre acesso à cultura no Brasil.

No conjunto das 12 capitais, a margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos. Nos resultados de cada município, a margem varia de 2 a 4 pontos.

 

Foto: Rita Barreto/ Setur ( 11/02/2009)

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