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O funk para além dos estereótipos

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Trata-se de simplificação a ideia de que funk é a música preferida por negros, pobres, cariocas. O gênero é relevante nesses grupos, mas não o mais popular, e há muito tempo conquistou outros estratos da sociedade.

É o que mostram os dados da Cultura nas Capitais, uma iniciativa da JLeiva, com pesquisa de campo do Datafolha, que ouviu cerca de 10 mil pessoas em 12 das cidades mais populosas do Brasil.

Vivemos uma “invasão” do funk?

Ele não é o estilo preferido em nenhuma das 12 capitais pesquisadas pela JLeiva. Aliás, em nenhuma delas aparece entre os cinco mais citados. Seu alcance, porém, é expressivo. Considerando as respostas dos entrevistados dos 12 municípios, o funk é o 9º mais mencionado numa lista que supera 100 gêneros. Além disso, está entre os dez prediletos em 11 cidades – a exceção é Salvador.

O funk faz sucesso fora do Rio?

Como dito acima, em todas as capitais é relevante o percentual de pessoas que têm o funk entre seus estilos preferidos. O Rio, é um dos locais em que a proporção é maior (17%) – mas, numericamente, Porto Alegre fica à frente (18%).

O funk é mais popular entre os negros?

O percentual de entrevistados que se declaram pretos e pardos e gostam de funk é maior do que o de brancos, considerando-se as 10.630 pessoas ouvidas na pesquisa. Mas em nenhum dos casos é funk está no “topo das paradas”: sertanejo, MPB, pop, gospel e pagode, por exemplo, são mais citados como os preferidos.

O funk é mais popular entre os mais pobres?

Sim. Mas, como na resposta anterior, há outros gêneros mais mencionados entre as pessoas de baixa renda: MPB (18%), pop (18%), pagode (19%), forró (19%), gospel (28%) e sertanejo (38%) superam o que funk (14%) entre os ritmos prediletos de quem tem renda familiar de até 2 salários mínimos. Entre quem mora em domicílio com renda superior a 10 salários mínimos, o percentual é de 10% – maior do que, por exemplo, o de blues (5%), jazz (6%), romântica (7%), forró (7%) e pagode (9%).

Em qual grupo o funk lidera as preferências?

Só entre os adolescentes – e essa é a tendência mais evidente colhida da pesquisa da JLeiva. Quanto mais novo, mais se gosta de funk, em todas as classes sociais.

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