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Patrocinar shows permite escolher o público com quem se quer falar

· Cultura,patrocínio

Investir em eventos musicais oferece uma vantagem às empresas apoiadoras difícil de encontrar em outras áreas da cultura: escolher o público com quem se quer falar de acordo com o estilo do artista. A pesquisa Cultura em SP, que mapeou os hábitos culturais de 21 municípios paulistas, mostra que os gostos musicais dos entrevistados são profundamente influenciados por fatores como renda, escolaridade, idade e cor da pele. Isso significa que, ao contrário de áreas como cinema ou teatro, ao escolher um artista para apoiar, a empresa pode ter uma ideia razoavelmente clara do perfil de quem vai entrar em contato com a sua marca.

Realizada pelo Instituto Datafolha sob encomenda da JLeiva Cultura & Esporte, a pesquisa Cultura em SP ouviu quase 8 mil pessoas em 2014, no mais amplo levantamento de hábitos culturais já realizado no estado de São Paulo. Os dados revelam que, entre os eventos culturais patrocinados por grandes empresas, os shows – ao lado das festas populares – são os mais frequentados pelos moradores dos 21 municípios paulistas analisados. Quase a metade dos entrevistados (46%) disse ter realizado esse tipo de atividade nos 12 meses anteriores.
O que mais chama a atenção, no entanto, é o nível de segmentação do gosto musical dos entrevistados. A preferência por um determinado estilo é quase uma declaração de perfil socioeconômico. Em muitos casos há uma relação direta entre o que a pessoa ouve e o seu nível de renda. Por exemplo: enquanto rock e MPB são apontados como o gênero predileto por cerca de um terço dos entrevistados das classes A e B, esse percentual cai para menos de 15% entre as classes D e E. Já com o gospel e o forró ocorre o oposto: os dois ritmos são os preferidos, respectivamente, de 25% e 21% dos mais pobres, mas não passam da casa dos 13% na preferência dos mais ricos.
Os gostos musicais também são profundamente influenciados pelo nível de escolaridade. Mais uma vez, MPB e rock aparecem como os estilos preferidos da elite: o primeiro é o predileto de 48% dos entrevistados com ensino superior e o segundo, de 39% dessas pessoas, ao passo que ambos não passam da casa dos 15% entre aqueles que só têm ensino fundamental. Da mesma forma, o gospel e o forró despontam como os queridinhos daqueles que têm menos recursos: são os preferidos de 20% dos entrevistados que só têm ensino fundamental e não passam da casa dos 12% entre quem tem ensino superior.
A cor da pele é outro fator fortemente associado ao gosto musical. Comparando a preferência de brancos, pretos e pardos com a do total da amostra é possível notar uma clara influência da cor. A proporção de brancos que preferem um estilo musical fica acima da média da amostra em rock, MPB, pop, música eletrônica e música clássica. A de pretos, em gospel, samba, pagode, forró, funk, rap e black music. E a de partos, em sertanejo, gospel, pagode, forró, funk e rap.
A idade também impacta as preferências musicais dos paulistas. Rock, pop, rap, funk e música eletrônica são bastante populares entre jovens e adolescentes. Já forró, gospel, samba, sertanejo e MPB são os preferidos dos mais velhos.
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